Sexta-feira, Março 07, 2008

Autopsicografia

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira a entreter a razão
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Escrito por Pesinhos mágicos em 12:35:03 | Link permanente | Comments (1) |